A situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a chamar atenção nesta sexta-feira, 13 de março, após uma piora repentina em seu estado clínico. O político precisou ser hospitalizado e encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde permanece sob monitoramento constante da equipe médica.
Segundo informações divulgadas no boletim médico, Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, uma infecção pulmonar que atinge os dois pulmões e pode comprometer a respiração. O quadro exige acompanhamento hospitalar intensivo e tratamento imediato para evitar agravamentos.
Antes da internação, o ex-presidente apresentou sintomas considerados preocupantes, como febre alta, sudorese intensa, calafrios e mal-estar. O agravamento ocorreu durante a madrugada, quando os sinais da doença evoluíram de forma rápida, levando à necessidade de atendimento médico emergencial.
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Piora aconteceu durante a madrugada
De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, médico que acompanha Bolsonaro, até a noite anterior o ex-presidente estava bem e não apresentava sinais claros de agravamento. No entanto, por volta das 2h ou 3h da manhã começaram a surgir sintomas mais intensos, que evoluíram rapidamente ao longo das horas seguintes.
Diante da piora repentina, o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h40 para prestar atendimento. Inicialmente, a suspeita médica era de um quadro de pneumonia comum. Pouco tempo depois, Bolsonaro foi levado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o hospital DF Star, onde chegou por volta das 8h50.
Logo após dar entrada na unidade de saúde, ele passou por exames laboratoriais e de imagem que confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana. A partir daí, a equipe médica iniciou imediatamente o tratamento com antibióticos e suporte clínico.
Tratamento já foi iniciado e quadro exige observação
Atualmente, o ex-presidente recebe antibióticos administrados por via intravenosa, além de suporte clínico não invasivo para auxiliar na estabilização do quadro respiratório. Segundo os médicos, houve uma leve melhora inicial após o início da medicação, mas o estado de saúde ainda exige atenção constante.
Mesmo com o tratamento em andamento, Bolsonaro ainda apresenta sintomas como dores de cabeça, náuseas, dores musculares e sensação de fraqueza. Por esse motivo, a equipe médica decidiu mantê-lo na UTI, onde pode receber acompanhamento contínuo e intervenções rápidas caso o quadro apresente qualquer alteração.
Até o momento, não há previsão oficial de alta hospitalar. A expectativa é que Bolsonaro permaneça internado por pelo menos sete dias, período considerado necessário para avaliar a resposta do organismo aos medicamentos e acompanhar a evolução da infecção pulmonar.
O episódio reacendeu preocupações sobre a saúde do ex-presidente, que já enfrentou diferentes problemas médicos nos últimos anos.
Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado. Ele está detido na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, estrutura conhecida como “Papudinha”, em Brasília.
Foi desse local que ele precisou ser retirado para receber atendimento médico emergencial nesta sexta-feira, permanecendo agora sob cuidados intensivos da equipe médica do hospital DF Star.