Sem Palavras: Crianç4 M0rre Após Erro Médico e Ela Acabar Sendo…Ver mais

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A morte de um menino de apenas 2 anos voltou a repercutir nesta semana após o jornal New York Post divulgar detalhes de um caso que aconteceu em março do ano passado, nos Estados Unidos. A história, que chocou a opinião pública internacional, envolve uma sequência de falhas médicas que terminaram de forma trágica para a família de De’Markus, uma criança que dependia de cuidados simples, mas precisos. A divulgação recente reacendeu o debate sobre erros médicos, responsabilidade profissional e protocolos de segurança em unidades de saúde.

Erro de vírgula em prescrição resultou em superdosagem fatal de potássio

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Segundo os documentos judiciais, o menino foi vítima de uma superdosagem de potássio 10 vezes maior do que o recomendado, erro atribuído à médica responsável pelo atendimento. O engano teria ocorrido devido a uma vírgula decimal posicionada incorretamente na prescrição: um detalhe mínimo no papel, mas que acabou provocando consequências irreversíveis. Em vez de receber a quantidade adequada do mineral, essencial para manter o funcionamento dos músculos e do coração, a criança teve uma carga súbita e letal administrada em seu organismo.

Logo após a administração do medicamento, De’Markus sofreu um grave dano cerebral causado pelo desequilíbrio eletrolítico. Ele foi levado às pressas para a UTI e permaneceu internado por duas semanas, ligado a aparelhos de suporte de vida. No entanto, devido à extensão dos danos, a equipe médica comunicou à família que não havia mais chances de recuperação. Ao fim desse período, o suporte foi retirado, e o menino morreu.

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A mãe, Dominique Page, entrou com um processo na Justiça dos Estados Unidos responsabilizando o hospital universitário UF Health e o Shands Teaching Hospital and Clinics, além da equipe médica envolvida. Para ela, o que aconteceu com o filho não foi um acidente inevitável, mas uma falha grosseira que poderia ter sido evitada com conferências básicas e respeito aos protocolos de segurança.

Família aponta negligência no atendimento e demora para entubação

Além da superdosagem em si, o processo também destaca que houve demora significativa para o atendimento emergencial após o menino sofrer uma parada cardíaca. De acordo com o depoimento da família, De’Markus teria esperado 20 minutos para ser entubado, tempo considerado crítico em casos de parada cardiorrespiratória, pois cada minuto sem oxigenação adequada aumenta exponencialmente o risco de danos neurológicos.

A mãe afirma que o filho teve uma “morte angustiante” e que os procedimentos adotados durante o atendimento não seguiram o padrão exigido por hospitais de referência. O processo pede uma indenização de US$ 50 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 264 mil, buscando reparação pelos danos sofridos, bem como o reconhecimento público da negligência que teria levado à morte do menino.

A repercussão do caso reacendeu discussões sobre a importância da dupla checagem de medicamentos, especialmente os que envolvem ajustes milimétricos de dosagem. Especialistas apontam que erros de escrita, leitura ou digitação ainda estão entre as principais causas de eventos adversos em ambientes hospitalares, mesmo em instituições de grande porte.

Enquanto o processo segue na Justiça norte-americana, Dominique busca, além da indenização, respostas e responsabilização pelos erros que tiraram a vida do filho. Para ela, expor o caso é uma forma de impedir que outras famílias enfrentem a mesma tragédia.

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