Só Veja Se Tiver Coragem! Primeira Imagem Dos Corpos Após Barco Afundar em Manaus: ‘Crianç…Ver mais
Um grave acidente envolvendo uma embarcação de passageiros abalou Manaus na última sexta-feira, dia 13 de fevereiro. A lancha Lima de Abreu XV afundou nas proximidades do Encontro das Águas, um dos principais cartões-postais da capital amazonense, deixando duas mortes confirmadas, dezenas de sobreviventes e pessoas ainda desaparecidas.
O caso mobilizou rapidamente equipes de resgate e provocou forte comoção entre familiares e moradores da região. De acordo com as autoridades, 71 passageiros foram socorridos com vida. No entanto, sete pessoas continuavam desaparecidas até a última atualização oficial, mantendo familiares em vigília às margens do rio e na expectativa por novas informações.

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As vítimas confirmadas foram identificadas como Samila de Souza, de apenas 3 anos, e Lara Bianca, de 22. A morte da criança causou profunda tristeza. Samila visitava Manaus pela primeira vez. Natural de Urucurituba, ela havia viajado acompanhada da avó, de um tio e do irmão de 8 anos para passar alguns dias na capital. No momento do acidente, a família retornava para o interior do estado.
Segundo relatos de parentes, a menina estava animada com a experiência e falava com entusiasmo sobre os passeios que gostaria de fazer. Após o naufrágio, ela chegou a ser encaminhada a uma unidade hospitalar da Zona Leste de Manaus, mas deu entrada já sem sinais vitais.
Lara Bianca, por sua vez, era estudante de odontologia e estava prestes a concluir a graduação. Natural de Nova Olinda do Norte, era descrita por amigos como dedicada, esforçada e muito ligada à família. Nas redes sociais, colegas lamentaram a perda e destacaram o orgulho que ela representava para os pais.
Relatos de sobreviventes e investigação em andamento
A embarcação havia saído de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte quando ocorreu o naufrágio. As circunstâncias do acidente seguem sob investigação. Testemunhas relataram momentos de pânico logo após a embarcação começar a apresentar instabilidade.
Imagens feitas por passageiros mostram pessoas na água aguardando socorro, algumas utilizando botes salva-vidas improvisados e outras segurando objetos para flutuar. Uma sobrevivente afirmou que chegou a pedir ao condutor que reduzisse a velocidade devido ao banzeiro, ondas comuns e intensas na região do encontro entre os rios Negro e Solimões.
O comandante da lancha foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. As autoridades devem apurar fatores como condições climáticas, lotação da embarcação, uso de equipamentos de segurança e possíveis falhas humanas.
Buscas seguem e segurança no transporte fluvial entra em debate
As buscas pelos desaparecidos continuam com atuação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Marinha do Brasil, que enviou também uma aeronave para auxiliar nas operações. Mergulhadores realizam varreduras na área onde a lancha afundou.
O episódio reacende o debate sobre a segurança no transporte fluvial na região amazônica, onde rios são vias essenciais de deslocamento para milhares de pessoas. Enquanto as investigações avançam, Manaus permanece em luto e acompanhando, apreensiva, cada nova atualização sobre o caso.