Sobrinho de Bolsonaro Agride Mulher e Acaba Sendo…Ver mais

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Brasil, 2025 — A 3ª Vara do Tribunal do Júri iniciou, nesta terça-feira (11), o julgamento de Orestes Bolsonaro Campos, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de tentar matar a ex-esposa e o então namorado dela em um episódio ocorrido em 2020, na cidade de Barra do Turvo, no interior de São Paulo. O caso, que envolve acusações de feminicídio tentado e tentativa de homicídio, voltou a movimentar o cenário jurídico e político devido ao vínculo familiar do réu.

Julgamento detalha ataque ocorrido durante a madrugada

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O julgamento começou às 9h30, com jurados ouvindo testemunhas, acusação, defesa e o próprio réu. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Orestes, filho de Denise Bolsonaro — irmã do ex-presidente —, teria invadido a casa da ex-companheira durante a madrugada, utilizando uma chave antiga para acessar o imóvel. No interior da residência estavam a mulher, o namorado dela e o filho pequeno, todos dormindo na sala no momento da invasão.

De acordo com o MP, o ataque foi repentino e impossibilitou qualquer tentativa de defesa das vítimas. Orestes teria usado um pedaço de madeira de eucalipto para agredir o namorado da ex-mulher enquanto ele dormia. Em seguida, segundo a acusação, ele sacou uma arma de fogo e efetuou disparos dentro da residência, ampliando o risco para todos que estavam no local.

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Após o primeiro ataque, a mulher conseguiu fugir com o filho no colo e pedir ajuda na vizinhança. A gravidade do caso levou o Ministério Público a solicitar, em 2024, a transferência do processo para a 3ª Vara do Júri, sob alegação de que a família Bolsonaro exerceria forte influência política e econômica no Vale do Ribeira, região onde o crime ocorreu. Para o MP, havia risco à imparcialidade do julgamento caso ele permanecesse na comarca original.

Histórico de agressões e repercussão do caso

Esta não é a primeira vez que Orestes Bolsonaro Campos enfrenta acusações de violência doméstica. Em 2020, ele já havia sido condenado por agredir uma ex-namorada durante uma festa em São Paulo. Na ocasião, a vítima foi puxada pelos cabelos e arrastada pelo chão. A Justiça estabeleceu pena de quatro meses em regime aberto e determinou pagamento de indenização.

Com o novo julgamento, o caso voltou a ganhar repercussão nacional, especialmente pelo perfil político da família envolvida e pela gravidade das acusações. Tentativas de feminicídio e homicídio estão entre os crimes mais severamente punidos pelo ordenamento jurídico brasileiro, e a forma como o ataque ocorreu — segundo o MP, com surpresa, violência extrema e diante de uma criança — reforça o caráter crítico do episódio.

O Terra tentou contato com a defesa do réu, mas não obteve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação. Enquanto isso, o júri segue ouvindo as partes envolvidas, e a decisão dos jurados deverá ser anunciada ainda nesta semana.

O caso, que envolve violência doméstica, invasão domiciliar e uso de arma de fogo, volta a evidenciar a necessidade de mecanismos eficazes de proteção para vítimas e de responsabilização rigorosa para agressores, independentemente de vínculos familiares ou influências políticas.

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