O ator Stênio Garcia veio a público na última sexta-feira (27/03) para comentar a ação judicial que move contra as próprias filhas, envolvendo um imóvel localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso ganhou repercussão após o artista expor detalhes da disputa familiar e levantar questionamentos sobre os direitos de pessoas idosas no país.
Segundo declaração divulgada nas redes sociais, o ator afirma ser o único proprietário e usufrutuário vitalício do apartamento em questão. Ele alega que o imóvel foi alugado no ano de 2019 sem seu conhecimento ou autorização, o que teria desencadeado o conflito judicial que segue até o momento.

Disputa familiar envolve imóvel alugado sem autorização
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De acordo com o relato de Stênio Garcia, o contrato de aluguel teria sido realizado pela mãe de suas filhas, sem que ele tivesse sido informado. O ponto mais delicado da situação, no entanto, foi a descoberta de que as próprias filhas teriam assinado documentos que viabilizaram o processo.
O ator destacou que o direito de usufruto garante a ele o uso exclusivo do bem durante toda a vida, sendo considerado, segundo suas palavras, um direito “inalienável”. Para ele, qualquer movimentação envolvendo o imóvel deveria ter passado por sua autorização direta.
Diante disso, Stênio afirmou que a situação se tornou “insustentável”, levando-o a buscar a Justiça em outubro de 2025. Apesar da ação já estar em andamento, ele demonstrou insatisfação com a demora no andamento do processo e com a forma como o caso veio a público.
Desabafo expõe preocupação com direitos dos idosos
Além de abordar a disputa familiar, o ator também fez um desabafo sobre o que considera uma fragilidade na proteção jurídica dos idosos no Brasil. Segundo ele, há uma falta de respeito e de mecanismos eficazes para garantir os direitos de pessoas na terceira idade.
Stênio Garcia afirmou que, atualmente, vive com os recursos provenientes de sua aposentadoria e com o apoio de sua esposa, Mari Saade. Ele ressaltou ainda a importância da família da companheira no cuidado diário, destacando o suporte recebido neste momento delicado.
O artista também lamentou a exposição do caso, afirmando que houve distorções na divulgação das informações, o que teria prejudicado sua imagem pública. Segundo ele, sua intenção nunca foi criar conflito familiar, mas sim proteger um direito que considera legítimo.
O caso segue em tramitação na Justiça e ainda não há decisão definitiva. Enquanto isso, a situação levanta discussões importantes sobre relações familiares, patrimônio e os limites legais envolvendo o usufruto, especialmente quando se trata de pessoas idosas.