Tristeza e dor: maior arquiteto do mundo m0rre após avião cair no Pant…Ver mais

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Um trágico acidente aéreo ocorreu na noite desta terça-feira (23) em Aquidauana, município de Mato Grosso do Sul, localizado na região do Pantanal. A queda da aeronave deixou quatro vítimas fatais, entre elas o renomado arquiteto chinês Kongjian Yu, considerado um dos mais influentes do mundo.

A confirmação da morte foi feita pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU), que lamentou a perda. Kongjian Yu era reconhecido internacionalmente como o idealizador do conceito de cidades-esponja.

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Uma técnica que utiliza vegetação e canais hídricos para revitalizar paisagens urbanas e reduzir os impactos de enchentes e outros eventos extremos. O arquiteto esteve recentemente na abertura da Bienal de São Paulo, onde apresentou projetos baseados nesse conceito inovador.

Detalhes sobre a aeronave e o acidente

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De acordo com informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave era de 1958 e estava registrada em situação regular. O avião tinha como proprietário o empresário Marcelo Pereira de Barros, que também pilotava durante o voo.

Ainda segundo a Anac, o avião não possuía autorização para realizar voos noturnos e tampouco poderia operar como táxi aéreo. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que equipes do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foram acionadas para realizar a apuração inicial. A matrícula do avião foi identificada como PT-BAN.

O acidente mobilizou diversas autoridades. Em nota, a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul informou que equipes foram enviadas ao local para os procedimentos de praxe e a coleta de dados preliminares, incluindo a atuação de peritos criminais na cena da queda.

Perda para a arquitetura mundial

A morte de Kongjian Yu representa uma grande perda para o cenário arquitetônico e urbanístico mundial. O arquiteto, formado em Pequim e com carreira consolidada internacionalmente, dedicou sua trajetória à busca por soluções que harmonizassem desenvolvimento urbano e preservação ambiental. O conceito de cidades-esponja, aplicado em diversas metrópoles globais, é considerado um marco para o futuro sustentável das cidades.

Sua presença no Brasil durante a Bienal de São Paulo reforçava o diálogo entre práticas urbanísticas inovadoras e os desafios enfrentados por grandes centros urbanos latino-americanos. Agora, sua partida deixa um vazio tanto para colegas de profissão quanto para admiradores de suas ideias transformadoras.

O acidente em Aquidauana, além de vitimar um dos nomes mais respeitados da arquitetura mundial, também reacende o debate sobre a fiscalização de aeronaves antigas e os riscos envolvidos em voos sem autorização adequada. Enquanto isso, familiares, autoridades e a comunidade internacional da arquitetura lamentam profundamente a perda de um visionário que defendia que cidades deveriam aprender a “dançar com a água” e não lutar contra ela.

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