Brasil, 2025 — A morte trágica de Maria Pantazopoulos, de 30 anos, voltou a chamar atenção no Canadá, na Grécia e em diversos países depois que novos detalhes da sessão “trash the dress” — que terminou em afogamento — voltaram a circular.
A noiva, que havia se casado poucos dias antes, afundou no rio Ouareau, em Montreal, quando o vestido encharcado se tornou pesado demais para que ela pudesse se manter na superfície. O caso reacende debates sobre segurança em sessões fotográficas realizadas em ambientes naturais.

O ensaio que começou como celebração e terminou em tragédia
Maria havia se casado em 9 de junho de 2012 com Billy, seu amor de infância. Empolgada com a tendência mundial do “trash the dress”, que consiste em fotografar a noiva em cenários inusitados e até extremos após o casamento, ela contratou o fotógrafo Louis Pagakis para um ensaio especial. O local escolhido ficava perto de quedas-d’água, um cenário considerado ideal para imagens marcantes.
A sessão transcorreu normalmente até o momento em que Maria decidiu entrar no rio. Em poucos segundos, o vestido absorveu uma enorme quantidade de água, tornando-se pesado demais. O fotógrafo correu para socorrê-la, mas não conseguiu mantê-la à tona. Louis relatou que as últimas palavras da noiva foram: “Não consigo mais. É muito pesado.” O corpo foi encontrado horas depois por mergulhadores especializados.
A família de Maria afirmou que ela jamais colocaria sua vida em risco, ressaltando que confiava na experiência do fotógrafo e na segurança do ambiente. Em comunicado, os familiares pediram que autoridades reforcem a sinalização e ampliem as medidas de segurança na área para que nenhuma outra noiva — ou turista — passe pelo mesmo.
Risco silencioso: quando o vestido se transforma em armadilha
A trágica morte de Maria expôs um risco pouco discutido, mas conhecido por fotógrafos experientes: vestidos de noiva são naturalmente pesados devido às camadas de tecido, bordados e armações internas. Quando entram em contato com grande volume de água, podem facilmente dobrar ou triplicar de peso em poucos segundos.
Foi o que aconteceu em 2015 com Amy Zuno, outra recém-casada que tentou uma foto submersa durante um ensaio semelhante. Amy mergulhou de um barco ainda com o vestido, que imediatamente a puxou para baixo. Ao contrário de Maria, ela conseguiu ser resgatada a tempo e afirmou, posteriormente, que não se arrependeu do resultado fotográfico — o que dividiu opiniões e reforçou debates sobre limite, estética e segurança.
Entre o luto e o alerta: pedido da família e novo olhar sobre a prática
Desde a tragédia, a família de Maria pede que o local do acidente receba medidas preventivas mais rígidas. Eles defendem que a área seja monitorada e que fotógrafos orientem melhor seus clientes sobre riscos reais envolvendo água, correnteza e peso do traje. Para eles, o ensaio de Maria não foi um ato imprudente, mas uma escolha influenciada pela tendência global que romantiza imagens dramáticas em ambientes naturais.
A história, que continua emocionando milhares de pessoas ao redor do mundo, segue como alerta para noivas, fotógrafos e profissionais do setor: a busca pela foto perfeita jamais pode ultrapassar o limite da segurança.