Voluntário Revela Que Crianças Desaparecidas no Maranhão Foram Vendidas Para…Ver mais
As buscas pelas crianças desaparecidas no interior do Maranhão seguem sem um desfecho e passaram a ser acompanhadas por boatos e suspeitas levantadas por voluntários e moradores, diante da ausência de respostas concretas. Entre as versões que circulam de forma informal, há quem acredite que as crianças possam ter sido vendidas e que práticas de magia nas áreas de mata estariam sendo usadas para dificultar a localização — hipóteses sem qualquer comprovação oficial e não reconhecidas pelas autoridades.
O clima de apreensão aumenta à medida que o tempo passa e as buscas continuam.

Desaparecimento mantém mobilização intensa
O caso ocorreu na zona rural de Bacabal, em uma região de mata fechada e difícil acesso. Três crianças desapareceram após saírem para brincar; dias depois, uma delas foi encontrada com vida, debilitada, o que intensificou a esperança, mas também as dúvidas sobre o que teria acontecido.
Desde o início, as operações contam com equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, da Polícia Militar do Maranhão e da Polícia Civil do Maranhão, além de quilombolas, moradores locais e voluntários. As buscas envolvem varreduras terrestres, uso de drones, cães farejadores e mergulhos em açudes e rios.
Venda de crianças e “magia” nas matas: boatos ganham força
Entre os voluntários, duas suspeitas informais passaram a circular. Uma delas aponta para a possibilidade de venda das crianças, hipótese alimentada pela demora na localização e pelo fato de uma delas ter sido encontrada viva sem conseguir explicar claramente o que ocorreu. Outra versão associa o desaparecimento à ideia de que o Maranhão seria uma “terra da magia negra”, levando alguns a afirmarem que rituais nas matas estariam sendo usados para confundir buscas e cães farejadores.
Essas narrativas, porém, não possuem respaldo técnico e não fazem parte dos inquéritos. Especialistas alertam que associações desse tipo podem reforçar estigmas culturais, gerar pânico e prejudicar o andamento das investigações. As autoridades reiteram que não há indícios de tráfico humano nem de interferência sobrenatural no caso.
Autoridades reforçam cautela e foco nas provas
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão pediu cautela diante da circulação de boatos e afirmou que apenas hipóteses sustentadas por provas são consideradas. As investigações seguem com coleta de depoimentos formais, análises periciais e ampliação das áreas de busca.
Enquanto isso, familiares aguardam respostas e pedem que as operações não sejam interrompidas. O caso permanece cercado por incertezas e especulações, mas as autoridades reforçam que o trabalho segue estritamente técnico, com o objetivo de esclarecer o que realmente aconteceu e localizar as crianças o mais rápido possível.
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