Mulher Morre Após Pagar R$ 15 Mil Para Falso Médico Fazer Ciru…Ver mais
O crescimento acelerado do setor de estética no Brasil tem chamado atenção nos últimos anos, impulsionado principalmente pela influência das redes sociais. Procedimentos minimamente invasivos, como preenchimentos e aplicações faciais, passaram a ser cada vez mais procurados por quem busca resultados rápidos e acessíveis. No entanto, especialistas alertam que essa popularização também tem revelado riscos preocupantes quando não há qualificação adequada ou condições seguras de atendimento.
Casos recentes reforçam a necessidade de maior fiscalização e conscientização da população. Foi nesse contexto que a Polícia Civil do Paraná realizou a prisão do estudante de biomedicina Erick Avelaneda Ferreira de Souza, de 21 anos, na cidade de Curitiba, na manhã desta quarta-feira (1º).
De acordo com as investigações, o jovem é suspeito de atuar sem autorização legal e de envolvimento na morte de uma idosa após complicações decorrentes de procedimentos estéticos. A vítima, Silvana de Bruno, de 66 anos, teria pago cerca de R$ 15 mil pelos atendimentos realizados.
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Investigação aponta prática irregular e riscos à saúde
Segundo informações apuradas pelas autoridades, a prisão foi motivada por novas denúncias de que o suspeito continuava realizando intervenções, mesmo já sendo alvo de investigação. Após os procedimentos, a vítima apresentou um quadro infeccioso grave, que evoluiu rapidamente para complicações mais sérias, resultando em sua morte no início de outubro.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes encontraram materiais utilizados nos atendimentos, como seringas e substâncias de origem não identificada. Também foram localizados itens com resíduos biológicos descartados de forma inadequada, o que levanta ainda mais preocupações sobre as condições em que os procedimentos eram realizados.
A polícia apura ainda relatos de que os atendimentos passaram a ocorrer em residências, sem qualquer estrutura apropriada para garantir segurança sanitária. Esse tipo de prática é considerado de alto risco, já que não segue protocolos básicos exigidos para procedimentos invasivos.
Outro ponto que chamou atenção nas investigações envolve supostas ameaças feitas a uma pessoa que teria alertado possíveis clientes sobre os riscos. Segundo o relato, duas mulheres desistiram de realizar os procedimentos após receberem o aviso, o que teria provocado reações intimidatórias por parte do suspeito.
Caso reforça alerta sobre escolha de profissionais
A Polícia Civil afirma que o jovem se apresentava nas redes sociais como um profissional habilitado, divulgando serviços estéticos e atraindo clientes com promessas de resultados rápidos. A facilidade de acesso a esse tipo de serviço, muitas vezes com preços atrativos, tem contribuído para o aumento de casos semelhantes em diferentes regiões do país.
O suspeito poderá responder por homicídio qualificado e outros crimes relacionados ao uso de substâncias impróprias e exercício ilegal da profissão. O caso segue em investigação e pode revelar novas vítimas ou desdobramentos.
Especialistas reforçam que procedimentos estéticos, mesmo os considerados simples, exigem conhecimento técnico, ambiente adequado e produtos regularizados. A ausência desses fatores pode resultar em infecções, deformidades e até situações fatais.
Diante disso, a recomendação é que pacientes sempre verifiquem a formação do profissional, busquem referências confiáveis e realizem atendimentos apenas em clínicas autorizadas. A saúde deve ser prioridade, mesmo diante de ofertas atrativas ou tendências impulsionadas pelas redes sociais.
O episódio ocorrido em Curitiba serve como um alerta importante: a busca por beleza e bem-estar não pode colocar vidas em risco.