Filha de Soldado Gisele Passa Dificuldades e Aguarda Liberação da Pensão da Mã…Ver mais
A confirmação de que a filha de 7 anos da policial militar Gisele Alves Santana passará a receber pensão a partir do dia 8 de abril trouxe um alívio parcial à família, meses após a morte que chocou o país. O benefício foi liberado pela São Paulo Previdência (SPPrev), após o pedido protocolado em 6 de março enfrentar um período de análise marcado por questionamentos e pressão pública.
O caso ganhou grande repercussão desde o início, não apenas pela tragédia em si, mas também pelas circunstâncias que envolveram os trâmites administrativos após a morte da policial. Segundo o advogado da família, a liberação da pensão só avançou após a mobilização pública, o que gerou indignação diante da demora para garantir um direito básico à criança.

Liberação da pensão ocorre após pressão
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A SPPrev informou, por meio de nota, que a concessão do benefício seguiu os trâmites legais previstos. Ainda assim, a demora no andamento do processo chamou atenção, especialmente quando comparada à rapidez de outras decisões envolvendo o caso.
A pensão garantirá suporte financeiro à filha da policial até que ela complete 18 anos. Esse tipo de benefício é previsto para dependentes de servidores públicos falecidos, funcionando como uma forma de amparo diante da perda.
Nos bastidores, a família apontou que a espera foi angustiante, principalmente por se tratar de uma criança que dependia diretamente da mãe. A repercussão nas redes sociais e na imprensa acabou acelerando a análise, evidenciando a importância da visibilidade em casos sensíveis como este.
Aposentadoria do suspeito gera revolta
Outro ponto que intensificou a comoção foi a publicação, no Diário Oficial, da aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito pela morte da policial. O ato foi divulgado no dia 2 de abril, poucos dias antes da liberação da pensão para a criança.
A comparação entre os dois processos gerou revolta. Enquanto a família aguardava a análise do benefício da menor, o oficial teve sua aposentadoria formalizada, com vencimentos mensais próximos de R$ 28,9 mil — valor significativamente superior ao salário da policial.
A Secretaria da Segurança Pública esclareceu que a aposentadoria não impede a responsabilização do militar. Caso seja condenado pela Justiça, ele poderá perder o direito ao salário e sofrer sanções administrativas.
Caso segue em investigação
A morte da policial Gisele Alves Santana ocorreu no dia 18 de fevereiro, no bairro do Brás, em São Paulo. Inicialmente tratada como suicídio, a investigação ganhou novos rumos após análises periciais e a reconstituição dos fatos.
Com base nos elementos reunidos, a Justiça decretou a prisão preventiva do tenente-coronel, apontando indícios de feminicídio. O caso segue em andamento e ainda aguarda julgamento.
Enquanto isso, a família tenta reconstruir a rotina após a perda. A liberação da pensão representa um passo importante, mas não apaga a dor deixada pela tragédia. O episódio também levanta debates sobre agilidade nos processos administrativos e a necessidade de maior sensibilidade em casos envolvendo vítimas e seus dependentes.