Tio do Adolescente do Caso Orelha Acaba de Morrer de Infarto Pela Madru…Ver mais

A morte de Tony Marcos de Souza, aos 52 anos, adiciona um novo capítulo ao caso que já vinha gerando grande repercussão em Florianópolis. O empresário, que havia sido indiciado por suposta coação de testemunha no processo que investiga a morte do conhecido “Cão Orelha”, faleceu na madrugada desta segunda-feira (13), após sofrer um infarto.

A informação foi confirmada pela família por meio do advogado Rodrigo Duarte da Silva. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre velório e sepultamento.

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Tony era tio de um dos adolescentes inicialmente apontados nas investigações relacionadas ao caso. Seu nome surgiu durante uma apuração paralela, que passou a investigar possíveis interferências no andamento do processo principal.

Indiciamento por suposta coação de testemunha

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Durante o andamento do inquérito, a Polícia Civil de Santa Catarina identificou indícios de que familiares de adolescentes envolvidos teriam tentado intimidar uma testemunha-chave. Segundo as investigações, Tony Marcos de Souza e outros dois adultos — pais de jovens investigados — teriam participado de ações que configurariam coação.

O alvo da suposta intimidação seria um porteiro de condomínio, que teria em sua posse uma imagem considerada relevante para esclarecer os fatos relacionados à morte do animal. Essa evidência poderia contribuir diretamente para a responsabilização dos envolvidos.

O indiciamento ocorreu de forma paralela ao processo principal, que apura os maus-tratos e a morte do cão. Assim, além da investigação sobre o crime original, abriu-se uma nova frente voltada à tentativa de interferência na apuração dos fatos.

Nova linha de investigação e desdobramentos

O caso teve um novo encaminhamento após a atuação da 32ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, especializada na defesa do meio ambiente. O órgão decidiu declinar da atribuição, solicitando que a investigação fosse transferida para uma promotoria criminal comum.

A decisão levou à abertura de um novo inquérito específico para apurar a suposta coação. De acordo com o promotor Fabiano Henrique Garcia, os elementos reunidos — como imagens da portaria, vídeos, depoimentos e interrogatórios — indicam que os conflitos envolvendo os adultos surgiram dias após o episódio de maus-tratos.

Ainda segundo o entendimento preliminar do promotor, as desavenças teriam origem em disputas pessoais e na repercussão de conteúdos compartilhados nas redes sociais, como áudios e imagens que circularam amplamente à época.

Com a morte de Tony Marcos de Souza, a investigação segue em andamento em relação aos demais envolvidos. As autoridades continuam analisando as provas já coletadas para esclarecer tanto a morte do animal quanto as possíveis tentativas de obstrução da Justiça.

Como segue o caso Orelha?

O caso da morte do “Cão Orelha”, em Florianópolis, segue em investigação com dois focos principais. O primeiro apura os maus-tratos e a responsabilidade dos adolescentes envolvidos. O segundo investiga a suposta coação de testemunhas por familiares, incluindo adultos já indiciados. A Polícia Civil de Santa Catarina continua analisando provas como vídeos, imagens e depoimentos.

Parte do processo foi encaminhada para a área criminal comum. Mesmo após a morte de um dos investigados, o andamento segue normalmente, com autoridades buscando esclarecer todos os fatos e responsabilidades.

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