Uma publicação nas redes sociais feita pela produtora DamassaClan trouxe uma reviravolta inesperada para as investigações policiais em São Paulo. O texto afirmava categoricamente que o funcionário da empresa, Werlen Moitinho Vieira, havia sido “assassinado de forma cruel” durante o final de semana.
No entanto, o que mais chamou a atenção das autoridades e do público foi o teor conspiratório da mensagem, que sugeria uma relação direta e perigosa entre a morte do colaborador e o falecimento do funkeiro MC Kevin, ocorrido em 2021.
A postagem, que acabou sendo deletada dos canais oficiais da produtora pouco tempo após a sua veiculação, trazia um forte desabafo em tom de denúncia e desespero. “Nosso funcionário Werlen foi assassinado neste final de semana cruelmente enforcado e com um tiro na cabeça!
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Descobrimos quem matou Kevin, agora começaram a matar a gente!”, dizia o trecho que viralizou rapidamente. O teor da mensagem indicava que a equipe da produtora acreditava ter desvendado um suposto mistério por trás da morte do cantor, e que o assassinato de Werlen seria uma espécie de queima de arquivo ou retaliação.
Diante da gravidade das afirmações e do impacto que o caso tomou no cenário artístico, o conteúdo digital foi imediatamente printado e recolhido pelas autoridades. De acordo com os investigadores responsáveis pelo caso, a postagem foi oficialmente anexada aos autos e passou a integrar formalmente uma das linhas de apuração do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), órgão que tenta descobrir a motivação por trás das mortes recentes.

A atuação do DHPP e a falta de provas técnicas até o momento
Com a inserção da publicação da DamassaClan no inquérito, os policiais civis do DHPP passaram a cruzar dados e a interrogar pessoas ligadas à produtora para entender a origem das informações divulgadas. O objetivo principal é descobrir se a denúncia feita nas redes sociais possui algum embasamento real ou se foi fruto de uma reação intempestiva e emocional diante do luto pela perda violenta do funcionário na comunidade de Heliópolis, na Zona Sul da capital paulista.
Até o presente momento, a posição oficial da Polícia Civil é de extrema cautela. As autoridades afirmam de forma categórica que, apesar do início das apurações dessa nova hipótese, não foram encontrados quaisquer elementos materiais, testemunhais ou periciais que comprovem qualquer ligação real entre a trágica morte de MC Kevin e os homicídios recentes investigados na região de Heliópolis.
A polícia segue trabalhando de forma técnica para individualizar a conduta dos autores do assassinato de Werlen Moitinho Vieira, que foi brutalmente executado. Os agentes buscam por imagens de câmeras de segurança, depoimentos de moradores e exames balísticos para solucionar o crime. Enquanto novas evidências não surgirem, a tese de uma grande conspiração ligando os dois casos é tratada pela investigação apenas como uma suposição sem sustentação factual, embora todas as possibilidades continuem sendo rigorosamente apuradas para que a justiça seja feita.
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