Reviravolta no Caso Henry Borel revela novo culpa…Ver mais

O andamento do julgamento do caso Henry Borel foi marcado por intensos embates jurídicos e estratégias processuais que culminaram na suspensão dos trabalhos pelo 2º Tribunal do Júri da Capital. A juíza Elizabeth Machado Louro interrompeu a sessão por volta das 17h, após passar parte significativa do dia analisando e rejeitando uma série de pedidos apresentados pela equipe jurídica de Jairo Santos Souza Júnior, o Jairinho. Ao todo, foram negados 23 requerimentos que visavam anular, de forma parcial ou integral, o julgamento da morte do menino de quatro anos.

Após o recesso para o almoço, os advogados do ex-vereador dedicaram cerca de uma hora e meia à leitura e fundamentação dessas solicitações. Para a acusação, o movimento foi interpretado como um claro artifício para arrastar o andamento do processo. Devido ao prolongamento das discussões técnicas e às manobras apresentadas pelas partes, a sessão foi suspensa sem que nenhuma das testemunhas arroladas pudesse ser ouvida no plenário, adiando o início efetivo dos depoimentos.

Publicidade

O Embate entre a Defesa e a Acusação sobre as Nulidades

Na saída do plenário, a defesa de Jairinho contestou veementemente a tese de que estaria operando para adiar o desfecho do caso. O advogado Rodrigo Faucz Pereira e Silva argumentou que não faz sentido lógico falar em atos protelatórios quando o réu se encontra privado de liberdade. Segundo ele, o maior interesse do cliente é que o júri ocorra o quanto antes, desde que as regras processuais e o direito a um julgamento justo sejam rigorosamente preservados, independentemente do clamor público. Faucz enfatizou que a estratégia defensiva consiste em pedir aos sete jurados que analisem as provas de forma técnica, isolando-se do impacto midiático dos últimos anos, sustentando que os autos demonstram a inocência do réu.

Publicidade

Por outro lado, o assistente de acusação, Cristiano Medina da Rocha, criticou duramente a postura dos defensores e apontou o que chamou de “estratégias malsucedidas”. Rocha revelou que Jairinho chegou a revogar as procurações de seus advogados no início do dia, uma medida que, segundo o assistente, buscava forçar o adiamento do júri. Ele lembrou que Tribunais Superiores, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), já haviam validado a regularidade do processo e a preservação da cadeia de custódia das provas.

O Histórico de Agressões e o Comportamento de Monique Medeiros

Além das discussões processuais, a acusação trouxe novamente à tona o histórico de violência que antecedeu a trágica morte de Henry Borel. Cristiano Medina da Rocha ressaltou que o processo reúne fartos indícios de que o menino sofria uma rotina de agressões. Foram citados relatos da babá sobre episódios anteriores, o episódio conhecido como “abraço apertado” mencionado por Leniel Borel, e relatos da própria mãe, Monique Medeiros, sobre “mocas” e “bandas” desferidos por Jairinho contra a criança no apartamento do casal.

O advogado de acusação também avaliou o comportamento de Monique, afirmando que ela minimizava a violência para blindar seu relacionamento amoroso e o padrão de vida que mantinha com o ex-vereador. Rocha relembrou declarações públicas nas quais Monique garantia que a tragédia não a afastaria do companheiro, concluindo que apenas a prisão preventiva foi capaz de fazê-la mudar de versão e apontar Jairinho como o real executor do crime.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.