Trabalhadora rural perde a vida durante…Ver mais

Acidentes graves no ambiente de trabalho podem acontecer de maneira completamente inesperada, inclusive durante a execução de atividades que fazem parte da rotina diária de profissionais experientes. Em muitos casos, um detalhe ou um acessório aparentemente inofensivo é suficiente para desencadear uma sequência rápida de acontecimentos com consequências totalmente irreversíveis.

Situações envolvendo o manuseio de maquinários agrícolas de grande porte, por exemplo, reforçam continuamente a necessidade de atenção absoluta e de adoção rigorosa de medidas de segurança capazes de mitigar riscos aos trabalhadores.

Publicidade

Foi exatamente em um cenário de extrema fatalidade como esse que uma trabalhadora rural de 45 anos de idade perdeu a vida na manhã do último sábado, dia 11 de julho de 2026. A tragédia ocorreu no interior de uma propriedade produtora de grãos denominada Fazenda Bela Vista, situada no bairro rural Cobertores, no município de Elói Mendes, localizado na região do Sul de Minas Gerais. O triste episódio chocou a comunidade de trabalhadores locais e passou a ser formalmente investigado pelas autoridades policiais da região mineira.

Publicidade

De acordo com as informações oficiais registradas pela Polícia Militar, a vítima foi identificada como Rosalina Paulino Gonçalves. No momento do acidente, ela realizava suas tarefas habituais operando uma máquina industrial utilizada para fazer a lavagem de grãos de café.

A principal hipótese levantada pelos policiais que atenderam a ocorrência indica que o cachecol de lã usado por Rosalina para se proteger do frio da manhã tenha ficado acidentalmente preso na correia móvel do equipamento, provocando um estrangulamento imediato por asfixia.

O socorro e a perícia técnica

O corpo de Rosalina foi avistado por outro funcionário da propriedade rural, que passava pelo local e a encontrou caída sob a estrutura do maquinário de café. O trabalhador, em estado de choque, avisou imediatamente o proprietário da fazenda, que realizou uma ligação de emergência para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Antes mesmo da chegada da ambulância com a equipe médica, outras pessoas que estavam na fazenda conseguiram desligar o motor e retirar a trabalhadora das engrenagens do equipamento.

Contudo, as tentativas de salvamento foram em vão. Quando os socorristas do Samu chegaram ao local do acidente na Fazenda Bela Vista, puderam apenas constatar o óbito da vítima. Além da forte suspeita de asfixia mecânica decorrente do enroscamento da peça de roupa, o relatório da Polícia Militar apontou que a trabalhadora apresentava ferimentos visíveis e graves na região do pescoço e do rosto. Após a confirmação da morte, a área foi completamente isolada para os trabalhos das autoridades.

A perícia técnica da Polícia Civil esteve na fazenda na mesma manhã para realizar os levantamentos e testes necessários que irão auxiliar na confecção do laudo oficial da investigação. O corpo de Rosalina foi encaminhado ao Posto Médico-Legal da cidade vizinha de Varginha, onde passou por exames de necropsia antes de ser liberado. O sepultamento ocorreu no domingo, 12 de julho, no Cemitério Municipal de Elói Mendes.

Alerta sobre segurança no campo

A morte precoce e dolorosa de Rosalina Paulino Gonçalves reacende um debate urgente sobre a segurança no ambiente de trabalho rural. Especialistas apontam que a operação de máquinas agrícolas com eixos, engrenagens e correias expostas exige o cumprimento estrito de normas de proteção, como o uso de cabelos presos e a proibição total de roupas largas, lenços, cachecóis ou joias suspensas que possam ser puxados pela força mecânica dos motores.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.