A disputa patrimonial envolvendo os músicos Joelma e Ximbinha ganhou novos desdobramentos jurídicos após a veiculação de notícias sobre a mansão localizada em Ananindeua, no Pará. A equipe jurídica que representa a cantora manifestou-se publicamente para esclarecer a real situação do imóvel, em nota enviada à coluna da jornalista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles.
O posicionamento veio a público para contestar a narrativa de que o guitarrista teria o domínio exclusivo do bem e para alertar sobre as limitações legais para qualquer tipo de negociação envolvendo a propriedade.

A titularidade do imóvel e os limites jurídicos de negociação
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Segundo a nota oficial assinada pelos advogados Thiago de Sousa Bezerra, Sergio Americo Bellangero e Igor Daniel Petters Duarte, a mansão foi construída durante o período em que Joelma e Ximbinha eram casados. Registrada oficialmente em nome da artista, a residência fica no Lote 103 do Condomínio Lago Azul, sob a matrícula nº 3365 do 1º Ofício de Registro de Imóveis de Ananindeua. A defesa ressalta que há uma decisão judicial que reconhece explicitamente a copropriedade da mansão entre os ex-cônjuges.
Diante desse cenário legal, os advogados de Joelma enfatizam que Cledivan Almeida Farias, nome civil de Ximbinha, não possui a totalidade dos direitos sobre o patrimônio. Por consequência, a mansão não pode ser vendida, alugada ou cedida sem a expressa concordância e autorização de ambos os proprietários. A equipe jurídica adverte que qualquer transação financeira realizada à revelia de uma das partes é passível de anulação na Justiça, sujeitando os envolvidos às sanções previstas na legislação e à obrigação de reparar eventuais prejuízos causados.
Recomendações e alertas do corpo jurídico aos compradores
A manifestação da defesa de Joelma também serviu como um aviso preventivo para o mercado imobiliário e para potenciais interessados. Os juristas orientam que qualquer pessoa interessada em adquirir ou alugar bens envolvidos em processos de partilha de divórcio consulte previamente as certidões e os registros oficiais nos cartórios competentes. O objetivo é evitar transações irregulares que possam resultar em severas perdas financeiras.
Conforme ressaltou a equipe legal da cantora, compradores que realizam negócios sem verificar a concordância de todos os coproprietários enfrentam sérias complicações operacionais no futuro. Entre os riscos citados estão a impossibilidade de registrar formalmente o imóvel em cartório e a extrema dificuldade para reaver valores pagos em negociações anuladas judicialmente. O alerta busca resguardar os direitos de Joelma sobre o patrimônio acumulado durante a união e prevenir que terceiros sejam lesados por acordos sem validade jurídica.
As especulações sobre a perda do bem e a resposta do músico
Toda a repercussão em torno do imóvel teve início após o jornalista Felipeh Campos divulgar que Ximbinha teria perdido a posse da mansão em decorrência de dívidas com um agiota. De acordo com as informações veiculadas na ocasião, o suposto credor teria tomado conta da residência, o que teria forçado o guitarrista a se mudar temporariamente para o apartamento de sua filha Yasmin, de 21 anos.
Em contrapartida, a assessoria de imprensa de Ximbinha reagiu categoricamente contra os rumores, negando que o músico esteja enfrentando uma crise financeira ou que tenha perdido patrimônio para credores informais. Em nota emitida pela sua equipe de comunicação, o artista afirmou que as notícias sobre dívidas são falsas e explicou que a sua mudança de endereço já estava devidamente planejada há tempos, motivada exclusivamente por razões de cunho pessoal e familiar, sem qualquer relação com execuções de dívidas ou litígios patrimoniais.