Mulher mata filha ao nascer e explica motivo: ‘era fe…Ver mais

Um crime chocante mobiliza as forças de segurança e causa profunda indignação no Estado do Rio de Janeiro. Larissa Monteiro da Costa e Bruno Lucas Ribeiro da Silva foram presos em flagrante sob a suspeita de participação direta no assassinato do próprio filho recém-nascido. O caso ocorreu na madrugada de sábado (25/07), na comunidade conhecida como Vai Quem Quer, localizada no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A gravidade dos fatos e a frieza dos relatos prestados à polícia colocaram o casal no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Civil. De acordo com as informações apuradas pelas autoridades locais, o bebê foi morto logo após o nascimento, ainda no quintal da residência da família, em circunstâncias que chocaram até mesmo os agentes e profissionais de saúde envolvidos no atendimento inicial.

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A gestação ocultada e a dinâmica do parto no quintal

As investigações preliminares apontam que Larissa Monteiro da Costa manteve a gestação em segredo durante todos os nove meses. A jovem não realizou nenhum tipo de acompanhamento médico pré-natal e evitou comunicar a gravidez até mesmo aos familiares mais próximos com quem convivia. A situação atingiu o ápice na madrugada de sábado, quando ela entrou em trabalho de parto na própria residência.

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Ao perceber o início das contrações, Larissa acionou Bruno Lucas Ribeiro da Silva, pai da criança, para que comparecesse ao local. O parto ocorreu de forma improvisada na área externa do imóvel. Em depoimento prestado às autoridades, Larissa admitiu que, ao concluírem que não desejavam assumir a criação do filho, o casal tomou a decisão consciente de interromper a vida do recém-nascido logo após o nascimento.

Os depoimentos, o atendimento médico e a descoberta do crime

Após o parto e o ato de violência, Larissa sofreu complicações de saúde, perdeu a consciência e desmaiou no local. Diante do quadro grave, familiares a socorreram e a transportaram de emergência para o Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, também situado em Duque de Caxias. Durante a triagem e o atendimento médico, as equipes de saúde identificaram os sinais claros de um parto recente e questionaram imediatamente o casal sobre a localização da criança.

Pressionados pelos profissionais do hospital, os suspeitos revelaram que o recém-nascido estava morto em um cômodo nos fundos da residência. Interrogado pela polícia, Bruno confirmou que a criança nasceu com vida e chegou a chorar no momento do parto. Segundo a versão apresentada por ele, após a mãe asfixiar o bebê, ele próprio encarregou-se de colocar o corpo do filho dentro de um saco plástico.

Prisão em flagrante e o andamento das investigações

Diante das evidências colhidas e das declarações dos envolvidos, a Polícia Civil formalizou a prisão em flagrante de Larissa Monteiro da Costa e Bruno Lucas Ribeiro da Silva. Ambos permanecem sob custódia do Estado e responderão criminalmente pelas condutas apuradas no inquérito policial, que busca esclarecer a exata divisão de tarefas no cometimento do ato.

Enquanto Bruno permanece detido no sistema prisional à disposição da Justiça, Larissa segue internada sob escolta policial no Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, onde recebe cuidados médicos decorrentes das complicações do parto não assistido. As autoridades policiais continuam colhendo depoimentos de testemunhas e aguardam os laudos periciais para concluir o inquérito e remeter o caso ao Ministério Público.

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