Estas mulheres têm mais chances de ter filhos com nanismo c…Ver mais

A causa mais comum de nanismo no mundo é a acondroplasia, responsável por cerca de 80% de todos os casos. Trata-se de um tipo de nanismo desproporcional, no qual o tronco possui um tamanho próximo ao convencional, mas os braços e as pernas são significativamente mais curtos.

A acondroplasia ocorre devido a uma mutação no gene FGFR3 (Fibroblast Growth Factor Receptor 3), localizado no cromossomo 4. Em condições normais, este gene regula e desacelera o crescimento do osso durante o desenvolvimento do feto e da infância. Quando ocorre a mutação, o receptor torna-se hiperativo e envia sinais excessivos para frear a ossificação encondral — o processo pelo qual a cartilagem é convertida em osso, fundamental para o estiramento dos ossos longos do corpo.

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Cerca de 80% dos bebês com acondroplasia nascem de pais de estatura média. Isso acontece por meio de uma mutação germinativa espontânea (ou de novo) que surge no espermatozoide do pai ou no óvulo da mãe antes da fecundação. Estudos mostram que o risco de ocorrer essa mutação espontânea no gene FGFR3 aumenta gradativamente conforme a idade paterna avança (geralmente acima dos 40 a 45 anos).

Padrões de Herança: Autossômica Dominante e Recessiva

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Quando a condição genética já está presente na família, o nascimento de um bebê anão segue padrões claros de hereditariedade.

No caso da herança autossômica dominante (como na própria acondroplasia):

  • Se um dos pais tem a mutação, a chance de ter um filho com a mesma condição a cada gestação é de 50%.

  • Se ambos os pais têm acondroplasia, a chance de o bebê herdar um gene sem mutação é de 25% (estatura média); a chance de herdar um gene mutado é de 50% (acondroplasia); e a chance de herdar ambos os genes mutados é de 25%. Esta última combinação (homozigose) costuma ser fatal logo após o nascimento ou nas primeiras semanas de vida, devido à caixa torácica extremamente reduzida que impede o desenvolvimento pulmonar adequado.

Outras formas de nanismo seguem um padrão autossômico recessivo (como a displasia diastrófica). Nesses casos, ambos os pais precisam ser portadores assintomáticos de uma cópia do gene alterado. Quando os dois transmitem a cópia mutada para o bebê (uma chance de 25% a cada gravidez), a criança nasce com a condição, mesmo que nenhum dos pais apresente alterações físicas.

Fatores Hormoniais e Outros Tipos de Displasias

Além das causa genéticas diretas que afetam a formação da cartilagem, o nanismo também pode decorrer de alterações metabólicas ou hormonais após o nascimento, configurando o chamado nanismo proporcional (onde a cabeça, tronco e membros guardam as mesmas proporções entre si, mas em escala menor).

A causa principal do nanismo proporcional é a deficiência do hormônio do crescimento (GH). O bebê pode nascer com um mau funcionamento na glândula hipófise (devido a causas genéticas ou malformações congênitas), o que faz com que o organismo não produza quantidade suficiente de GH. Se a condição não for identificada e tratada precocemente com a reposição do hormônio, a criança apresentará uma desaceleração contínua do crescimento ao longo da infância.

Existem ainda mais de 200 tipos de displasias ósseas e síndromes metabólicas (como o hipotireoidismo congênito não tratado ou a osteogênese imperfeita) que podem levar ao desenvolvimento do nanismo desde o nascimento ou durante os primeiros anos de vida.

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