Homem morde mulher após ela negar ter rel…Ver mais

Um caso de importunação e assédio sexual chocou os frequentadores de uma academia localizada no bairro de Passarinho, no município de Olinda, Região Metropolitana do Recife. Uma jovem de 25 anos denunciou um personal trainer por conduta abusiva, alegando ter sido agarrada e mordida no ombro contra a sua vontade durante a realização de uma série de exercícios.

O incidente principal ocorreu no mês de maio e passou por investigação policial, mas voltou a ganhar forte repercussão pública e indignação após a aluna reencontrar o profissional exercendo suas funções no mesmo estabelecimento comercial. Conforme o depoimento detalhado da vítima, o personal trainer aproximou-se sob o pretexto técnico de corrigir a postura corporal da aluna em um aparelho.

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Na sequência, o homem pediu um abraço e, diante da recusa expressa e imediata da jovem, reagiu de forma agressiva: segurou-a à força e desferiu uma mordida em seu ombro. A mulher relatou às autoridades que episódios de comportamento inadequado já vinham acontecendo de forma recorrente em treinos anteriores, citando toques não consentidos nas costas, abraços forçados e comentários inconvenientes de cunho abertamente sexual proferidos pelo instrutor.

Reencontro, reação e cancelamento de matrícula

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Logo após sofrer a agressão física e verbal dentro do ambiente de treino, a jovem procurou a proprietária do estabelecimento para reportar o ocorrido. Na ocasião, a gerência garantiu que adotaria providências imediatas e que afastaria o funcionário do quadro de instrutores. Confiante no posicionamento da empresa, a vítima procurou a Polícia Civil de Pernambuco, onde formalizou o registro da ocorrência pelos crimes de importunação sexual e assédio sexual no dia 22 de maio.

Contudo, a sensação de segurança foi quebrada nesta semana, quando a aluna precisou ir à academia em um horário diferente do seu hábito diário e deparou-se com o personal trainer trabalhando normalmente na orientação de outros alunos. Assustada e indignada com a presença do agressor, a jovem tentou contato imediato com a responsável pelo local, mas não a encontrou.

Diante da situação, ela optou por cancelar sumariamente a sua matrícula e acionou novamente as forças policiais. O pai da jovem também compareceu ao estabelecimento comercial para confrontar o profissional, que minimizou o episódio alegando aos familiares que o assunto já havia sido devidamente resolvido internamente.

Posicionamento da empresa e investigação

Diante do desdobramento dos fatos e do descontentamento gerado pela presença do instrutor no local, a academia ElevaFit divulgou uma nota oficial para esclarecer o seu posicionamento público sobre o caso. A gerência da empresa confirmou que havia desligado o personal trainer assim que tomou conhecimento das primeiras acusações apresentadas pela aluna em maio.

No entanto, o estabelecimento explicou que convocou o profissional de forma pontual e emergencial apenas para cobrir duas faltas pontuais de outros instrutores da escala, negando categoricamente que tenha efetuado uma recontratação definitiva ou formal do funcionário.

A direção da academia afirmou ainda que não recebeu nenhuma outra reclamação ou nova denúncia contra o prestador de serviço e reiterou que jamais teve a intenção de minimizar a gravidade do relato ou desrespeitar o sofrimento da aluna envolvida. A Polícia Civil mantém as apurações para concluir o Inquérito Policial sobre o crime de importunação sexual, enquanto a reportagem não conseguiu contato com a defesa do personal trainer para obter a sua versão sobre as acusações.

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