Esposo de Mulher Morta Por Policial Yasmin Fala Pela Primeira Vez: ‘Ela Foi…Ver mais
Uma abordagem da Polícia Militar terminou de forma trágica na zona leste de São Paulo e passou a ser investigada sob diferentes frentes. A ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, foi baleada durante uma confusão com policiais, na madrugada do dia 3 de abril, em Cidade Tiradentes. O caso gerou forte repercussão após a divulgação de imagens e relatos que levantam dúvidas sobre a conduta dos agentes e o tempo de resposta no socorro à vítima.
Thawanna estava com o companheiro, o ajudante de pedreiro Luciano Gonçalves dos Santos, de 36 anos, e ambos comemoravam a possibilidade de oficializar a união. O casal havia decidido ir embora da casa de um amigo para descansar, quando toda a situação teve início, pouco antes das 3h. Em menos de um minuto após o primeiro contato com a viatura, a mulher já estava gravemente ferida.

Abordagem e discussão terminaram em disparo
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De acordo com Luciano, a viatura teria atingido propositalmente seu braço, dando início a uma discussão com os policiais. Ele afirma que, após o contato, o motorista chegou a dar ré e iniciou ofensas contra o casal. A situação se intensificou quando Thawanna questionou a atitude dos agentes, pedindo respeito.
Imagens de câmeras de segurança e de câmeras corporais mostram parte da abordagem e reforçam pontos citados por testemunhas. Em determinado momento, uma policial desce da viatura e passa a discutir com Thawanna, utilizando palavras ofensivas. Em seguida, segundo relatos de moradores e da defesa da família, a vítima teria sido agredida com um chute e um murro.
Do outro lado da viatura, Luciano também é atingido por spray de pimenta lançado por outro policial. Pouco depois, um disparo é ouvido. Thawanna é atingida e cai no local. A policial responsável pelo tiro afirmou que agiu após ter sido agredida pela vítima, alegando ter recebido um tapa no rosto.
A versão, no entanto, é contestada pelo companheiro da vítima e por testemunhas, que afirmam que as imagens não indicam qualquer agressão que justificasse o uso da arma de fogo. Segundo eles, não há reação da policial que demonstre ter sido atingida no rosto naquele momento.
Demora no socorro levanta suspeita de omissão
Após o disparo, a situação se tornou ainda mais tensa. Moradores da região tentaram ajudar Thawanna, mas, segundo relatos, foram impedidos pelos policiais, que teriam ameaçado atirar caso se aproximassem. Luciano também afirma que não pôde prestar socorro imediato à companheira.
A chegada da ambulância demorou mais de 30 minutos, mesmo com uma unidade do Corpo de Bombeiros localizada a poucos minutos de distância. Durante esse período, a vítima permaneceu no local aguardando atendimento. A demora e a conduta dos agentes revoltaram familiares e testemunhas.
Para a Ouvidoria das Polícias, existem indícios suficientes para apurar possível omissão de socro. O órgão aponta que, diante da demora, os próprios policiais poderiam ter conduzido a vítima até uma unidade de saúde, utilizando a viatura, o que não teria ocorrido.
A Polícia Militar informou que os agentes envolvidos foram afastados das atividades operacionais e que todas as circunstâncias do caso estão sendo investigadas. A apuração inclui análise de imagens, laudos periciais e depoimentos. O caso segue sob investigação e levanta discussões sobre o uso da força, preparo em abordagens e responsabilidade no atendimento emergencial.