Família Autoriza Que Desliguem Os Aparelhos da Repórter Alice da Band ao…Ver mais
A decisão tomada pela família da repórter Alice Ribeiro transformou um momento de profunda dor em um gesto capaz de levar esperança a outras pessoas. Após a confirmação da morte encefálica da jornalista, na noite de quinta-feira, 16 de abril de 2026, os familiares autorizaram a doação de órgãos, permitindo que rins, fígado, pâncreas e córneas fossem destinados a pacientes que aguardam na fila de transplantes. O coração, segundo informações médicas, não pôde ser aproveitado por inviabilidade clínica.
Alice tinha 35 anos e estava internada no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, desde a tarde do dia anterior, quando sofreu um grave acidente na BR-381, na região de Sabará, na Grande BH. Ela integrava a equipe da Band Minas e seguia para uma cobertura jornalística no momento da colisão. O carro da emissora acabou batendo de frente com um caminhão. No mesmo acidente, o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, não resistiu e morreu ainda no local, o que aumentou a comoção em torno do caso.

Família transforma dor em gesto de solidariedade
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A autorização para a doação de órgãos foi vista como um ato de grande generosidade em meio ao luto. No Brasil, mesmo que a pessoa tenha manifestado o desejo de ser doadora em vida, a decisão final sempre depende da família. Após a confirmação da morte encefálica, uma série de procedimentos é realizada para avaliar a viabilidade dos órgãos e organizar o processo de transplante.
No caso de Alice Ribeiro, a atitude dos familiares ganhou destaque justamente por representar esperança para diversas pessoas que aguardam por uma nova chance de viver. Em meio à dor da perda, a decisão reforça a importância da doação de órgãos, que pode salvar várias vidas com um único gesto.
A notícia também provocou grande comoção entre colegas de profissão e telespectadores. A equipe da Band Minas lamentou profundamente a perda da jornalista, destacando sua dedicação e o carinho que ela cultivava no ambiente de trabalho. Para muitos, o gesto final da família reflete a essência de quem Alice era: uma pessoa sensível, empática e comprometida com o próximo.
Quem era Alice Ribeiro
Natural de Belo Horizonte, Alice Ribeiro construiu uma carreira sólida no jornalismo. Formada pela PUC Minas, ela iniciou sua trajetória ainda como estagiária em importantes emissoras, como TV Alterosa e Record TV Minas. Com o tempo, ganhou experiência em outras regiões do país, passando pela TV Leste, em Governador Valadares, e pela Rede Bahia, em Salvador.
Em 2021, consolidou sua carreira ao ingressar na Band, onde atuou em Brasília antes de retornar à capital mineira em 2024. De volta a Belo Horizonte, tornou-se rapidamente uma das principais repórteres da Band Minas, sendo reconhecida pela seriedade e pelo compromisso com a informação.
Fora das câmeras, Alice vivia um momento especial na vida pessoal. Ela deixa o marido, policial rodoviário federal, e um filho de apenas 9 meses. Amigos e colegas descrevem a jornalista como uma mulher alegre, dedicada e com uma empatia marcante.
A morte precoce de Alice Ribeiro deixa uma lacuna no jornalismo mineiro, mas também um legado de humanidade. O gesto de sua família, ao autorizar a doação de órgãos, transforma sua despedida em um ato de amor que continuará impactando outras vidas.