A tragédia que abalou o Instituto São José, no centro de Rio Branco, na tarde desta terça-feira (5), resultou na perda irreparável de duas mulheres que atuavam na linha de frente da educação. As vítimas fatais foram identificadas como Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos. Ambas eram funcionárias da instituição e perderam a vida em um ato de bravura, ao tentarem proteger os estudantes durante um ataque a tiros perpetrado dentro da unidade de ensino.
De acordo com as informações iniciais colhidas pelas autoridades, o ataque foi executado por um adolescente de 13 anos. Em um momento de pânico, Raquel e Alzenir agiram prontamente para impedir que o atirador conseguisse acessar uma sala de aula repleta de alunos. Durante essa tentativa desesperada de contenção e proteção dos menores, as duas funcionárias foram atingidas pelos disparos e, infelizmente, não resistiram aos ferimentos, vindo a óbito no próprio local do crime.

Vítimas feridas e atendimento emergencial
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Além das mortes confirmadas, o atentado deixou outras duas pessoas feridas, que foram alvos dos disparos aleatórios efetuados pelo jovem. Entre as vítimas estão uma estudante de apenas 11 anos, que foi atingida na perna, e uma outra funcionária da escola, baleada no pé. Ambas receberam os primeiros socorros ainda nas dependências da escola e foram rapidamente encaminhadas ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde seguem sob cuidados médicos.
O cenário de horror mobilizou diversas viaturas de segurança e ambulâncias, transformando o cotidiano escolar em uma zona de isolamento e perícia. A pronta intervenção de terceiros e a chegada das forças policiais evitaram que o número de vítimas fosse ainda maior, embora o impacto emocional para a comunidade acadêmica e para os familiares das vítimas fatais seja incomensurável.
Apreensão do autor e origem da arma
O autor dos disparos, o adolescente de 13 anos, foi apreendido imediatamente após o crime pelas forças de segurança. Durante a abordagem e os primeiros questionamentos, a polícia identificou que a arma de fogo utilizada no atentado pertencia ao padrasto do jovem. Diante da gravidade dos fatos e da negligência na guarda do armamento, o homem foi preso e deverá responder pela facilitação do acesso do menor ao artefato letal.
Atualmente, o caso está sob a rigorosa investigação da Polícia Civil do Acre, que trabalha para elucidar as circunstâncias exatas e a motivação por trás do atentado. A área do Instituto São José permanece isolada para os trabalhos periciais, enquanto as autoridades buscam entender como o adolescente planejou a ação. O episódio reacende o debate nacional sobre a segurança nas escolas e o controle de armas de fogo em ambientes domésticos, enquanto a cidade de Rio Branco decreta luto pelas profissionais que sacrificaram suas vidas em favor de seus alunos.