A Polícia Civil de Santos confirmou o falecimento de Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, conhecido como “Fuzil”. Ele era o principal suspeito de espancar até a morte o enteado, Arthur, de apenas 8 anos. O caso, marcado por uma brutalidade que chocou o litoral paulista, encerrou-se com uma execução cinematográfica durante um atendimento de emergência, revelando um cenário de vingança e violência urbana.

A execução na ambulância e o cerco ao suspeito
A morte de Luan ocorreu em circunstâncias dramáticas no bairro Ribeirópolis. Após ser baleado em via pública, a Polícia Militar foi acionada e uma unidade de resgate compareceu ao local para prestar os primeiros socorros. No entanto, o que deveria ser um trajeto de salvamento transformou-se em uma cena de execução. Durante o deslocamento para a unidade de saúde, a ambulância foi interceptada por um homem armado, ainda não identificado.
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Mesmo com a presença dos socorristas, o atirador abriu fogo novamente contra Luan dentro do veículo. Apesar dos esforços da equipe médica para mantê-lo vivo até a chegada à UPA Samambaia, o suspeito não resistiu à gravidade dos ferimentos provocados pelo segundo ataque. A dinâmica do crime sugere uma ação de “justiça com as próprias mãos”, motivada pela revolta em torno do assassinato da criança, embora a autoria dos disparos ainda esteja sob investigação oficial.
Maus-tratos e as contradições no caso Arthur
O histórico que levou à morte de Luan começou na última sexta-feira (01/05), quando o pequeno Arthur deu entrada na UPA do Jardim Casqueiro já sem vida. O quadro clínico descrito pelos médicos era estarrecedor: a criança apresentava sinais nítidos de tortura e agressões severas. O laudo inicial apontou marcas de unhas no pescoço e lábios, além de hematomas espalhados por quase todo o corpo, incluindo tórax, abdômen e dorso, configurando um quadro típico de maus-tratos prolongados e fatais.
As investigações ganharam complexidade devido às versões contraditórias apresentadas pela mãe da vítima. Em um primeiro momento, ela alegou que estava cochilando em casa enquanto o filho tomava banho por ordem de Luan, encontrando o menino já desacordado. Posteriormente, mudou o depoimento, afirmando que estava em um salão de beleza quando o companheiro chegou desesperado com a criança nos braços.
Na ocasião, Luan deixou a mãe e o enteado na UPA sob o pretexto de buscar documentos, mas fugiu logo em seguida e não foi mais visto até ser baleado. O corpo de Arthur passou por autópsia para determinar a causa exata da morte, enquanto a polícia agora busca identificar os responsáveis pelo atentado contra a ambulância.