O município de Central, situado no interior do estado da Bahia, tornou-se o centro de uma profunda onda de consternação após uma fatalidade doméstica chocar os moradores da pacata comunidade de Vereda. Na noite de quarta-feira, 13 de maio de 2026, o que deveria ser apenas uma rotina comum de cuidados pessoais transformou-se em um cenário de profunda dor.
Maria Catarina Souza Carvalho, uma jovem de apenas 16 anos, perdeu a vida de forma prematura enquanto utilizava uma chapinha de cabelo dentro de seu próprio quarto, deixando a população local em estado de absoluto luto.
Segundo as informações fornecidas por testemunhas e familiares, o ambiente de tranquilidade da casa foi quebrado quando a mãe da adolescente ouviu gritos desesperados vindos dos aposentos da filha. Ao correr para o cômodo, ela se deparou com uma situação desesperadora: a estudante recebia uma forte e contínua descarga elétrica, estando presa ao equipamento modelador.
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Movida pelo desespero e pelo instinto de proteção, a mãe agiu rapidamente e conseguiu cessar a passagem da corrente cortando o contato do plugue com a tomada da parede.
Após desligar o equipamento, a mãe iniciou imediatamente massagens cardíacas e procedimentos de reanimação em uma tentativa de salvar a vida da adolescente. Maria Catarina foi colocada em um veículo e transportada com urgência para o hospital público de Central.
No entanto, o impacto da eletricidade no corpo humano costuma ser devastador, gerando arritmias severas e lesões internas imediatas. Apesar de todo o empenho das equipes médicas de plantão no pronto-socorro, a jovem não resistiu à intensidade do choque e faleceu pouco após dar entrada na unidade hospitalar.
O Trabalho da Perícia e a Importância da Prevenção Residencial
O falecimento súbito da jovem gerou grande comoção nas redes sociais e nas ruas de Central. A Delegacia Territorial do município assumiu o caso, registrando a ocorrência como morte acidental ocasionada por choque elétrico.
O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para a realização dos exames cabíveis, enquanto o aparelho eletrodoméstico foi apreendido pelas autoridades policiais. A perícia técnica terá o papel fundamental de avaliar se o acidente foi provocado por um defeito de fabricação do item, por fios rompidos ou por uma pane na rede de energia da casa.
Especialistas em engenharia elétrica ressaltam que muitas residências possuem redes antigas ou mal dimensionadas que não suportam a carga de aparelhos de alta potência. A combinação de calor, umidade e isolamento deficiente transforma esses itens cotidianos em graves ameaças.
Como medida de proteção, técnicos recomendam revisar periodicamente as tomadas e descartar imediatamente eletrodomésticos que apresentem oscilações, fios descascados ou superaquecimento. A instalação de disjuntores do tipo DR (Diferencial Residual) nos quadros de luz também é apontada como essencial, pois o sistema corta a energia de forma automática ao menor sinal de fuga de corrente, evitando fatalidades.