Mulher Que Matou Irmã Após Surto é Internada em Hospital Psiqui…Ver mais
Um caso que chocou moradores de Santa Catarina ganhou novos desdobramentos após a Justiça determinar a internação compulsória de uma jovem de 22 anos, suspeita de matar a própria irmã, uma criança de apenas 4 anos. O crime aconteceu na última segunda-feira, dia 13, na cidade de Mafra, e segue sendo investigado pelas autoridades.
A vítima, identificada como Soraia Schmidt, foi atacada dentro de casa enquanto dormia. A principal linha de investigação aponta que a jovem pode ter sofrido um surto psicótico antes do ataque, hipótese que será analisada por meio de laudos médicos e perícias.

Suspeita de surto psicótico antes do ataque
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De acordo com informações da polícia, a criança foi esfaqueada dentro da residência da família. Os pais ainda tentaram socorrer a menina, que chegou a ser encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, a jovem se trancou em um dos quartos da casa, o que exigiu a intervenção das forças de segurança. Segundo relatos, foi necessária uma longa negociação para que ela se rendesse. A situação só foi controlada após o uso de uma arma não letal, permitindo que os policiais realizassem a imobilização e a prisão.
O delegado responsável pelo caso informou que, nos dias anteriores ao crime, a suspeita apresentava mudanças de comportamento, incluindo isolamento dentro do próprio quarto. Esses sinais levantaram a hipótese de um possível quadro psicológico agravado, o que pode ter contribuído para o desfecho trágico.
A suspeita de surto psicótico passou a ser considerada uma das principais linhas de investigação, mas ainda depende de confirmação oficial por meio de exames especializados.
Justiça determina internação compulsória da jovem
Durante audiência de custódia realizada na terça-feira, dia 14, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu pela internação compulsória da jovem. A medida foi adotada com base na gravidade do caso e na necessidade de avaliação psiquiátrica mais aprofundada.
Segundo o tribunal, a internação deverá ser mantida até que um novo laudo médico ateste que a jovem não oferece mais risco para si mesma ou para outras pessoas. O processo segue em segredo de justiça, o que limita a divulgação de detalhes adicionais.
A decisão também busca garantir que a suspeita receba acompanhamento adequado, considerando a possibilidade de transtorno mental no momento do crime. Esse tipo de medida é previsto em situações em que há indícios de incapacidade de entendimento ou controle das próprias ações.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda os resultados das perícias e avaliações médicas para esclarecer completamente as circunstâncias do ocorrido. A tragédia causou grande comoção na cidade e reacendeu debates sobre saúde mental, acompanhamento psicológico e prevenção de episódios extremos dentro do ambiente familiar.