AGORA MESMO, Ônibus de Cabo Verde acaba de…Ver mais

A eliminação de Cabo Verde na Copa do Mundo foi digerida com uma mistura de orgulho nacional e profunda revolta popular. Ao desembarcar no arquipélago, a delegação foi recebida com uma festa sem precedentes na história do país. Milhares de torcedores lotaram o aeroporto e as ruas, agitando bandeiras e ovacionando o goleiro Vozinha e os demais atletas. O motivo de tanto orgulho foi a campanha heroica da equipe, que bateu de frente com gigantes do futebol, empatando com os campeões mundiais Uruguai e Espanha, e caindo de pé diante da Argentina em uma batalha dramática de 3 a 2.

O Clamor das Redes e a Censura da FIFA

Publicidade

Apesar da festa nas ruas, o clima no ambiente digital é de pura indignação. A atuação da arbitragem virou o assunto principal e gerou uma onda de protestos contra a entidade máxima do futebol. Internautas da seleção de Cabo Verde acusam o árbitro canadense Drew Fisher e a cabine do VAR de cometerem ao menos sete erros graves que prejudicaram diretamente o arquipélago. O movimento escalou rapidamente com o lançamento da hashtag #ResignInfantino, acompanhada por um abaixo-assinado virtual que exige a renúncia do presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Em resposta à crise e alegando violação de direitos autorais, a FIFA iniciou uma verdadeira caça às bruxas digital, solicitando a remoção imediata de conteúdos polêmicos em redes como Facebook, Instagram e X (antigo Twitter). Um vídeo compilando os supostos erros da arbitragem contra Cabo Verde chegou a viralizar, mas vem sendo sistematicamente derrubado pelas plataformas. A ação da entidade impede que o público tire suas próprias conclusões. Para piorar, imagens amadoras de fora da transmissão oficial flagraram Infantino aparentemente lamentando um gol cabo-verdiano e, mais tarde, celebrando de forma efusiva o resultado ao lado de Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, e de Claudio “Chiqui” Tapia, mandatário da AFA, quebrando a suposta neutralidade da instituição.

Os Lances Polêmicos e a Regra dos 60 Segundos

Publicidade

Entre as reclamações que incendeiam o debate, dois lances específicos durante o tempo regulamentar e a prorrogação concentram os protestos. O primeiro deles ocorreu aos 115 minutos de jogo, com a Argentina vencendo por 3 a 2. O lateral argentino Nicolás Tagliafico sofreu um sangramento após disputa de bola. Enquanto Cabo Verde se preparava para cobrar um escanteio crucial, o defensor foi atendido e trocou a camisa manchada.

A polêmica reside no fato de Fisher ter autorizado o retorno de Tagliafico antes da cobrança da falta, paralisando o jogo para esperar o defensor. Os cabo-verdianos apontam favorecimento e descumprimento do regulamento. Por outro lado, o lado argentino se defende argumentando que, como o atendimento ocorreu fora das quatro linhas, o atleta não precisava cumprir a nova regra que exige a espera de 60 segundos fora do gramado para retornar ao jogo.

A Malícia de Messi e o Pênalti Invisível

Outro momento crucial aconteceu no minuto 73, quando a partida estava empatada em 1 a 1. Os clipes disponíveis mostram que o goleiro Vozinha ainda ajeitava a barreira quando Lionel Messi olhou para o árbitro, interpretou que a cobrança estava autorizada e bateu a falta por elevação. O goleiro cabo-verdiano correu desesperadamente e conseguiu fazer a defesa, mas a falta de um apito claro antes do chute irritou a comissão técnica. Segundos antes da batida, os jogadores da barreira sequer olhavam para a bola, focados nas instruções do arqueiro.

O ápice do descontentamento se deu aos 97 minutos, já na prorrogação. O atacante Helio Varela tentou driblar Leandro Paredes na lateral da grande área e caiu ao sofrer o que parecia ser um pisão e um empurrão pelas costas em uma jogada promissora. A transmissão oficial ignorou o lance e não exibiu nenhum replay. Enquanto os argentinos sustentam que Paredes não tocou no atacante e acusam Varela de simulação, o silêncio do VAR sobre o lance deixou os cabo-verdianos convictos de que foram severamente prejudicados.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.