A policial militar Yasmin Cursino Ferreira foi afastada de suas funções por decisão judicial nesta quarta-feira (22), após se tornar ré pela morte de Thawanna da Silva Salmazio, de 31 anos, durante uma abordagem na zona leste de São Paulo. A medida impõe uma série de restrições à agente, incluindo a proibição do porte de arma de fogo, impedimento de contato com testemunhas e familiares da vítima, além da obrigação de não deixar a comarca sem autorização judicial.
De acordo com a decisão, Yasmin também deverá cumprir recolhimento domiciliar no período noturno, entre 22h e 5h. O juiz responsável pelo caso destacou a existência de provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, apontando ainda um possível excesso no uso da força durante a ocorrência.

Justiça aponta possível descontrole e uso desproporcional da força
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Na análise do magistrado, a conduta atribuída à policial levanta preocupações quanto ao preparo emocional e técnico no momento da ação. A investigação preliminar indica que houve descontrole emocional e desproporcionalidade na reação, fatores que estão sendo considerados centrais para o andamento do processo.
Outro ponto que chama atenção é o fato de Yasmin estar em fase inicial na corporação. Segundo informações, ela havia ingressado recentemente na Polícia Militar e ainda se encontrava em estágio supervisionado quando o caso aconteceu. Esse detalhe reforça o debate sobre a formação e o acompanhamento de novos agentes em situações de alto risco.
A decisão judicial, ao impor medidas cautelares, busca garantir a lisura das investigações e evitar qualquer tipo de interferência no processo, especialmente no contato com possíveis testemunhas.
Caso ocorreu após discussão e levanta questionamentos sobre atendimento
O episódio aconteceu no dia 3 de abril, na região de Cidade Tiradentes, também em São Paulo, após um desentendimento envolvendo a viatura policial e o companheiro da vítima. Durante a discussão, a policial efetuou o disparo que atingiu Thawanna, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Além das circunstâncias do disparo, a investigação também apura uma possível demora no atendimento. Informações iniciais indicam que a vítima teria aguardado cerca de 30 minutos por socorro, o que pode ter agravado seu estado de saúde.
O caso gerou repercussão e reacendeu discussões sobre protocolos de abordagem policial, preparo psicológico de agentes e o uso progressivo da força. A apuração segue em andamento, e a Justiça deverá analisar, ao longo do processo, todos os elementos para determinar as responsabilidades e eventuais consequências legais.
Na análise do magistrado, a conduta atribuída à policial levanta preocupações quanto ao preparo emocional e técnico no momento da ação. A investigação preliminar indica que houve descontrole emocional e desproporcionalidade na reação, fatores que estão sendo considerados centrais para o andamento do processo.
Outro ponto que chama atenção é o fato de Yasmin estar em fase inicial na corporação. Segundo informações, ela havia ingressado recentemente na Polícia Militar e ainda se encontrava em estágio supervisionado quando o caso aconteceu. Esse detalhe reforça o debate sobre a formação e o acompanhamento de novos agentes em situações de alto risco.