A manhã deste sábado (21) foi marcada por uma tragédia rodoviária que dizimou quase toda uma família residente no Distrito Federal. O grave acidente ocorreu no quilômetro 45 da BR-040, em Paracatu, região noroeste de Minas Gerais, envolvendo um veículo de passeio e uma carreta. A colisão frontal, de extrema violência, resultou na morte imediata de quatro pessoas e deixou uma criança de apenas 5 anos lutando pela vida em estado crítico.
De acordo com as informações fornecidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), as vítimas fatais foram identificadas como o pai, de 57 anos, a mãe, de 34, e dois filhos do casal: um menino de 11 anos e um bebê de apenas um mês de vida.
O impacto da batida foi tão severo que o automóvel foi arrastado por alguns metros pela carreta, deixando todos os ocupantes presos às ferragens. O óbito dos quatro foi constatado ainda no local pelas equipes de resgate que atenderam à ocorrência.
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A Dinâmica do Acidente e o Resgate
As investigações preliminares da PRF indicam que o acidente aconteceu na faixa de rolamento com sentido a Brasília. Por motivos que ainda estão sendo apurados pela perícia técnica, o carro da família invadiu a contramão e colidiu de frente com o veículo de carga. O motorista da carreta, que saiu ileso do impacto, não conseguiu desviar a tempo de evitar o choque. A rodovia precisou de interdições parciais para que o Corpo de Bombeiros realizasse o desencarceramento das vítimas e a limpeza da pista.
O cenário encontrado pelos socorristas era desolador, mas, em meio aos destroços, uma única sobrevivente foi localizada. A criança de 5 anos, apesar de gravemente ferida e também presa à estrutura retorcida do carro, apresentava sinais vitais. Ela recebeu os primeiros atendimentos emergenciais ainda na rodovia e foi levada às pressas para o Hospital Municipal de Paracatu, em uma operação que mobilizou diversas equipes de saúde da região.
Transferência de Emergência e Luta pela Vida
Devido à complexidade das lesões e à necessidade de cuidados especializados em neurocirurgia e pediatria de alta complexidade, a prefeitura local informou que a estabilização da criança no hospital municipal foi apenas o primeiro passo. Diante da gravidade do quadro clínico, foi organizada uma transferência aérea imediata para uma unidade de saúde em Brasília, permitindo que a pequena sobrevivente recebesse suporte avançado o mais rápido possível.
A transferência por avião foi necessária para reduzir o tempo de deslocamento e evitar o desgaste de um transporte terrestre por longas distâncias. Enquanto a criança permanece sob observação rigorosa em Brasília, as autoridades de trânsito reforçam o alerta sobre os perigos da BR-040, uma via conhecida pelo intenso fluxo de veículos pesados e pelo histórico de colisões frontais. O inquérito policial deverá esclarecer se o desvio do veículo para a contramão foi causado por fadiga do condutor, falha mecânica ou algum fator externo na pista, encerrando um capítulo doloroso para a comunidade do Distrito Federal que acompanha o desenrolar desta tragédia.