Caso Helena: mãe acabou de ser m0r…Ver mais

A investigação sobre a trágica morte da bebê Helena Almeida, de apenas 10 meses de idade, ocorrida em Fortaleza, passou por uma reviravolta significativa. Com a conclusão e a divulgação oficial dos laudos periciais emitidos pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), as autoridades descartaram formalmente a suspeita inicial de violência sexual. Diante dos novos elementos técnicos apresentados, a Polícia Civil alterou o enquadramento do caso, que passa a ser investigado como homicídio culposo, modalidade em que não há a intenção explícita de matar.

Os exames laboratoriais detalhados pela equipe pericial foram categóricos ao afastar a hipótese de abuso contra a criança. Em nota oficial, o órgão confirmou que os testes de alcoolemia e os exames toxicológicos deram resultado negativo para a presença de álcool ou de substâncias entorpecentes no organismo da bebê. Ademais, o laudo sexológico atestou a ausência completa de sêmen ou de qualquer vestígio de material genético dos dois homens que haviam sido detidos no dia do ocorrido. O laudo pericial concluiu, de forma precisa, que a causa primária do óbito da menina foi asfixia.

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Esses resultados alteraram substancialmente a linha de apuração adotada desde os primeiros momentos do caso. A comprovação científica trazida pelos médicos-legistas e peritos criminais foi determinante para desconstruir a tese de crime sexual, direcionando os esforços da equipe de investigação para a apuração de eventual negligência, imprudência ou imperícia que possa ter levado ao sufocamento e à morte prematura da bebê.

O Atendimento Médico e a Suspeita Inicial

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O caso teve início no começo da semana, quando Helena foi levada às pressas pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a uma unidade hospitalar situada na Região Metropolitana de Fortaleza. Em depoimento prestado às autoridades, Ysabelle relatou que estava em uma confraternização em um apartamento quando percebeu que a filha pequena apresentava claros sinais de desconforto respiratório. Acreditando que a criança estivesse engasgada, a mãe buscou socorro médico imediato. No entanto, apesar de todas as tentativas de reanimação, a bebê não resistiu e teve o óbito confirmado na unidade de saúde.

Durante os procedimentos de avaliação no hospital, a equipe médica de plantão identificou lesões na região anal da criança. Sob a perspectiva clínica preliminar daquele momento, os profissionais avaliaram que tais marcas seriam compatíveis com um quadro de abuso sexual. Cumprindo os protocolos de proteção à infância e diante da gravidade da suspeita, os médicos acionaram imediatamente as forças de segurança. A partir desse diagnóstico inicial, a Polícia Civil abriu o inquérito enquadrando o fato como estupro de vulnerável seguido de morte.

Com base nesse primeiro alerta da equipe médica, a polícia realizou diligências urgentes ainda no local dos fatos. Foram presos em flagrante Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, com quem a mãe da bebê mantinha um relacionamento recente, e o primo dele, Roberto Levy Magalhães, de 26 anos. Ambos estavam no imóvel onde ocorria a reunião social e apresentavam visíveis sinais de embriaguez no momento da abordagem policial.

Prisões Preventivas e os Próximos Passos do Inquérito

Após a autuação em flagrante, as prisões de Francisco Ray e Roberto Levy foram convertidas em prisões preventivas pelo Poder Judiciário durante a audiência de custódia. A gravidade da acusação inicial e a comoção social gerada na capital cearense exigiram das autoridades medidas cautelares rigorosas. Por questões de segurança física e para resguardar a integridade dos custodiados, os dois homens foram mantidos em celas separadas dentro do sistema prisional do estado.

Com a juntada do laudo pericial definitivo que aponta a asfixia e afasta a violência sexual, o foco do inquérito policial passa a ser o esclarecimento exato de como ocorreu o sufocamento de Helena. Os investigadores analisam se a asfixia foi decorrente de um engasgo acidental seguido de socorro inadequado ou se houve falta de cuidados essenciais por parte dos adultos presentes no imóvel durante a confraternização.

A Polícia Civil dará prosseguimento às oitivas de testemunhas, da mãe da criança e dos demais envolvidos para reavaliar a situação jurídica dos detidos sob o novo enquadramento de homicídio culposo. O encerramento do inquérito busca entregar à Justiça uma reconstituição precisa e respaldada pela perícia forense sobre os dolorosos eventos que vitimaram a bebê.

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