Na tarde de domingo, 23 de junho de 2024, a Praia do Estaleirinho, em Balneário Camboriú, foi cenário de uma tragédia que abalou moradores e turistas. Um jovem de 23 anos, natural de Cambé (PR), morreu após sofrer um grave afogamento, mobilizando diversas equipes de resgate em uma ocorrência marcada por desespero e intensa atuação dos socorristas.
Atendimento de emergência e início das tentativas de resgate
O chamado foi registrado por volta das 16h, quando o Corpo de Bombeiros, por meio do Grupo de Busca e Salvamento (GBS), foi acionado pelo COBOM para atender a ocorrência nas proximidades do Clube Candeias. As primeiras informações indicavam que a vítima ainda estaria na água, o que levou ao deslocamento imediato das equipes.
No entanto, durante o deslocamento, o sistema de videomonitoramento confirmou que o jovem já havia sido retirado do mar por populares. Entre as pessoas que prestaram os primeiros socorros estava um guarda-vidas civil que se encontrava de folga e passava pelo local, além de banhistas que tentaram agir rapidamente para reverter a situação.
Mais acessadas do dia

Relatos de testemunhas apontam que a vítima foi retirada da água em estado extremamente crítico, classificado como grau 6 de afogamento, considerado o mais grave. Esse nível indica comprometimento severo das funções vitais, exigindo intervenção imediata e especializada.
Ao chegarem à praia, os socorristas do ASU-291, em conjunto com a equipe ALFA-01 do SAMU de Balneário Camboriú, deram continuidade aos procedimentos de reanimação cardiopulmonar (RCP), iniciados ainda pelos populares. A operação foi conduzida com urgência e rigor técnico, seguindo todos os protocolos de atendimento em casos de afogamento.
Esforços intensos, mobilização de equipes e confirmação do óbito
Apesar da resposta rápida e do esforço conjunto das equipes de resgate, o quadro da vítima era extremamente grave desde o início. Durante cerca de uma hora, os profissionais mantiveram as manobras de reanimação na tentativa de restabelecer os sinais vitais do jovem. A cena era de forte tensão, com a mobilização de diferentes equipes de emergência atuando de forma coordenada.
A ocorrência ganhou ainda mais complexidade devido a um segundo chamado simultâneo na Praia de Laranjeiras, o que exigiu a redistribuição de recursos e equipes do Corpo de Bombeiros. A guarnição do GBS precisou ser deslocada para atender essa outra emergência, deixando o atendimento inicial sob responsabilidade da Polícia Militar.
Com a chegada de reforços, incluindo equipes de Itapema, como o ASU-307 e o ATM-178, os esforços foram intensificados. No entanto, apesar de todas as tentativas, a equipe médica do SAMU acabou confirmando o óbito ainda no local.
Após a conclusão do atendimento, a área foi isolada e ficou sob responsabilidade das autoridades competentes para os procedimentos legais. O caso gerou grande comoção e reforça a importância dos cuidados em ambientes marítimos, mesmo em praias com presença de guarda-vidas, destacando os riscos invisíveis que o mar pode apresentar.