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No dia 23 de outubro de 2015, a jovem Larissa Gonçalves de Souza, de 21 anos, saiu de casa com destino à rodoviária do município de Extrema, em Minas Gerais. A estudante de Biomedicina planejava deixar o veículo no local e embarcar em um ônibus com direção a Bragança Paulista, no estado de São Paulo, onde cursava a faculdade.

No entanto, antes de conseguir desembarcar, a universitária foi abordada por um casal de criminosos e forçada a passar para o banco traseiro de seu próprio automóvel. Aquela foi a última vez em que a jovem foi vista com vida.

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Durante 11 dias, familiares, amigos e equipes policiais mobilizaram buscas intensas na região para tentar localizar o paradeiro de Larissa. A procura encerrou-se de forma trágica em 3 de novembro de 2015, quando o corpo da estudante foi encontrado em uma ribanceira de aproximadamente 30 metros na Serra do Lopo, um ponto turístico próximo a Extrema.

A vítima estava com os pulsos e tornozelos amarrados, o rosto envolto em fita adesiva e apresentava severos sinais de violência, tendo a perícia constatado que a causa da morte decorreu de traumatismo craniano provocado por golpes desferidos com halteres de academia.

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A Investigação e a Motivação Fútil do Crime

O avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil levou os agentes até o empresário José Roberto dos Santos Freire, de 35 anos, proprietário de uma loja de roupas onde Larissa e seu namorado, Luccas Gamero, já haviam trabalhado.

Uma denúncia anônima apontou a participação do comerciante no planejamento do homicídio, culminando em sua prisão no dia 4 de novembro de 2015. O namorado da vítima também chegou a ser temporariamente detido sob suspeita de cumplicidade, mas foi liberado posteriormente por ausência de elementos probatórios.

Em depoimento prestado às autoridades, José Freire confessou o envolvimento na ação e revelou o plano por trás do ataque: ele mantinha um envolvimento afetivo e uma obsessão unilateral por Luccas e via na figura de Larissa um obstáculo para a consolidação de um relacionamento exclusivo com o jovem.

Para executar o homicídio, o empresário contratou os serviços do garoto de programa Valdeir Bispo dos Santos pelo valor de R$ 1 mil, com a mediação da enfermeira Rosiane Rosa da Silva. O grupo rendeu a estudante, transportou-a até a residência do mandante — onde ocorreram as agressões fatais — e posteriormente ocultou o cadáver na área de mata.

A Reação Popular e o Desfecho na Justiça

A elucidação dos fatos e a extrema brutalidade empregada contra a estudante geraram intensa wie e comoção na cidade de Extrema. Diante da repercussão do crime, moradores revoltados depredaram e atearam fogo no estabelecimento comercial pertencente a José Freire. Os três envolvidos no assassinato e na ocultação de cadáver foram denunciados pelo Ministério Público e submetidos ao julgamento perante o Poder Judiciário. Em júri realizado no ano de 2017, o empresário José Roberto dos Santos Freire e o executor Valdeir Bispo dos Santos foram condenados, cada um, a cumprir a pena de 17 anos e 3 meses de reclusão em regime fechado. Por sua vez, a ré Rosiane Rosa da Silva foi julgada em maio de 2018, recebendo a condenação de 14 anos de prisão por sua colaboração no sequestro e na logística do crime. O caso ficou marcado na história policial mineira pela frieza na execução e pela futilidade das razões que motivaram o assassinato de Larissa.

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